Um vídeo com uma pessoa famosa, uma autoridade ou um jornalista conhecido pode parecer prova suficiente. Mas, com inteligência artificial, criminosos já conseguem criar ou manipular vídeos, áudios e imagens com alto grau de realismo.
A Anatel lançou a campanha “Parece real, mas pode ser golpe” para alertar a população sobre fraudes que utilizam tecnologias avançadas, como deepfakes, capazes de imitar vozes, rostos e comportamentos de pessoas conhecidas e personalidades públicas.
O golpe pode aparecer como anúncio em rede social, vídeo patrocinado, postagem com promessa de investimento, promoção de produto milagroso, falso programa do governo ou pedido de cadastro. A imagem conhecida funciona como isca: a pessoa vê alguém em quem confia e baixa a guarda.
A Anatel orienta que, em caso de tentativa ou ocorrência de golpe, o cidadão registre boletim de ocorrência. A campanha também incentiva a consulta a páginas institucionais de esclarecimento, como canais oficiais da Anatel, Brasil Contra Fake e Fato ou Boato.
Como desconfiar
Tenha cuidado com conteúdos que:
- usam famoso vendendo produto financeiro;
- prometem ganho rápido;
- pedem cadastro por link;
- mostram autoridade oferecendo benefício;
- usam voz aparentemente real;
- pressionam para pagar ou investir agora.
Como conferir
Procure o anúncio no perfil oficial da pessoa ou da instituição. Veja se a notícia saiu em veículos confiáveis. Desconfie de páginas recém-criadas, comentários bloqueados e links que levam para sites desconhecidos.
Também vale observar sinais técnicos: fala fora de sincronia, expressões estranhas, cortes bruscos e voz artificial. Mas atenção: nem sempre é fácil perceber. Por isso, a confirmação em fonte oficial é mais segura do que confiar apenas nos olhos e ouvidos.
Antes de acreditar, confira
Deepfake não é só tecnologia. É golpe usando confiança. Se o vídeo pede dinheiro, dados ou cadastro, pare antes de clicar.