Nem tudo que parece real é verdadeiro. Com ferramentas de inteligência artificial, golpistas podem criar ou manipular vídeos, áudios e imagens para imitar pessoas conhecidas, autoridades, empresas, influenciadores ou familiares.
A Anatel lançou a campanha “Parece real, mas pode ser golpe” para alertar sobre fraudes que usam tecnologias avançadas, como deepfakes, capazes de imitar vozes, rostos e comportamentos com alto grau de realismo. Segundo a agência, esse tipo de golpe busca obter dados pessoais ou causar prejuízos financeiros.
O risco vai além de vídeos falsos. Um áudio pode simular um familiar pedindo dinheiro. Uma imagem pode mostrar uma falsa promoção. Um vídeo pode usar a imagem de uma pessoa conhecida para vender investimento, curso, produto ou promessa de ganho rápido.
Golpes com IA funcionam porque exploram confiança. A vítima reconhece uma voz, um rosto ou uma marca e baixa a guarda. Mas aparência não basta. Antes de clicar, pagar, compartilhar ou informar dados, é preciso confirmar em outro canal.
Se o conteúdo envolve urgência, dinheiro, pedido de senha, Pix, cadastro, suposta oportunidade imperdível ou ameaça de prejuízo, desconfie. Procure a informação no site oficial. Veja se o perfil é verificado. Confira se outros veículos confiáveis publicaram o mesmo conteúdo.
Sinais de alerta
Vídeo com promessa financeira fácil.
Áudio pedindo dinheiro com urgência.
Imagem de autoridade ou famoso vendendo produto suspeito.
Link para cadastro fora de canal oficial.
Pedido de Pix, senha ou documento.
Conteúdo emocional que pressiona decisão rápida.
Como se proteger
Confirme em canais oficiais.
Não compartilhe antes de verificar.
Desconfie de promessas de ganho rápido.
Converse com familiares sobre voz clonada.
Não envie dados por link recebido em mensagem.
Registre boletim de ocorrência em caso de golpe.
A tecnologia pode imitar muita coisa. A checagem continua sendo uma decisão humana. Antes de acreditar, confira.